Disparidades... Ou ambíguas verdades?

        Através das janelas esconde-se um mundo clandestino. A redoma que repele este mundo, no entanto, não pode eliminar por completo sua existência. Nos camarotes ignoram-se as sarjetas. Sociedade do anel; dedos da justiça. Nos gabinetes não estão as melhores vitrines da vida.

        Páginas amarelas, imprensa marrom. Futilidade travestida sob as cores de um batom. Pesadelos do dia-a-dia. Sonhos de padaria. O cochilo cotidiano e o sono eterno da hipocrisia. Álcool sobre o balcão do bar; sangue na capa dos jornais. Todos os absurdos de um mundo previsível. Talvez no cerne do mundo encontre-se o âmago do homem. O desbravado inatingível que ninguém consegue explicar. A incompreensão de um mundo insano e a insanidade de um novo olhar.

        O frio na barriga no calor da hora; Agora homem é só o que consome. Play 2; Internet; Big Mac; inéditas reprises, Clássicos em nova roupagem. O brilho no olhar encantado e o choro do amor negado. Um cérebro envolto em interrogações. Um texto sem intuito ou objeções. E perdida nessa eterna loucura, as pessoas não percebem que em um mundo taciturno, nem mesmo a alegria resiste sorrindo...

 

 

“Nossos sonhos são os mesmos há muito tempo, mas não há mais 
muito tempo pra sonhar"
(Engenheiros do Hawaii | A revolta dos dândis II).
 
Até mais ler...

Postado por Jean Laurindo às 21h28
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Análise conjuntural da poesia

        Mais do que a sintonia da poesia em si, proponho-me a comentar em algumas linhas a simplicidade que os versos travestem. Uma mescla de erudição e emoção; de fantasia e realidade; de sutileza e atrocidade...

        A solidão é o combustível pra confecção dos versos. E nessa combustão muitos sentimentos sempre são aniquilados. Essa metamorfose geralmente ocorre à noite, quando a temível solidão se fortalece. Uma noite de plenilúnio, solitária e a beira do mar também serve como cenário ideal para esses picos de reflexão.

        Os atores são sempre os mesmos. Muito além de um rapaz e uma garota frustrados, os principais envolvidos nela são o homem e seus questionamentos. Uma troca de experiências e dúvidas consigo mesmo. Quanto à relação de forças desse embate, faz-se desnecessário comentar a constatação de que a alma e o que a suporta suprimem qualquer maquilagem dos seres.

        Mas exibir em linhas o que o mundo o faz sentir não é um processo mecânico e não há treinamento que transforme o dom de forma cabal. A crueldade do mundo que influi na vida contemporânea reforça essa quase-impossibilidade. Então, o poeta continua sendo o sócio majoritário da vida...

 

       

“A última palavra é a mãe de todo o silêncio” (Engenheiros do Hawaii – Problemas... sempre existiram).

 

 

 

 

 

# Tédio, cansaço, carência, calor; Brindando isso, Mário Quintana na tela do computador... #

 

 

E nessa leva, irei levando...

Postado por Jean Laurindo às 14h09
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O método e o rumo dos jornais impressos

         Em tempos remotos, os jornais impressos obtinham o fardo de serem os principais veículos de informação da sociedade. Contudo, o tempo implicou mudanças no cotidiano das pessoas, ao passo que os jornais pouco fizeram para acompanhar essa metamorfose. Assim sendo, a evolução das mídias eletrônicas e a democratização da informação através de instrumentos como a Internet tornaram arcaicos os métodos dos jornais impressos atuais.

         Como não tornar repetitiva uma matéria que, dia antes fora veiculada na tevê, no rádio e na Internet? É esse o desafio que a mídia impressa encontra diariamente. Alguns possíveis diferenciais seriam: o trabalho de reportagem, o aprofundamento nos temas, a análise coerente e com credibilidade. Porém, seja devido ao curto tempo existente na produção dos periódicos ou ao comodismo dos editores e redatores, isso se torna artigo de luxo nas páginas das gazetas. Cada vez mais voltado a variedades, vínculos publicitários e financeiros, os jornais vêm perdendo sua credibilidade perante a população, bem como suas características originais, abrangendo cada vez mais o formato das mídias eletrônicas e digitais. Ademais, o texto abre verdadeiros latifúndios para anúncios e fotos que atraiam o leitor, subalternando o conteúdo em prol do impacto estético.

        Isto posto, forma-se o seguinte pensamento: seguindo os trilhos da tevê e do rádio, os jornais jamais conseguirão atrair a mesma proporção de leitores, uma vez que quem recorre ao conteúdo textual para informar-se visa um diferencial da superficialidade dos veículos eletrônicos. Far-se-á necessário, então, uma reformulação no intuito da mídia impressa para com seus leitores, caso contrário, os jornais estarão fadados a agonizar no cenário midiático.

 

* texto p/ disciplina de edição que simpatizei  =)

Postado por Jean Laurindo às 21h24
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