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Postado por Jean Laurindo às 13h58
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Fiel incrédulo...

Lá fora um calor imenso e eu aqui enrolado em um cobertor. Talvez esse seja um momento trivial. Talvez esse momento seja o que melhor me descreve nessa atual “fase”. Vou denominar assim, pois já não sei que nome dar a essas loucuras que não me abandonam. Concluo que as loucuras não abandonam as pessoas. Se isso é bom ou ruim é outra questão... O fato é que essa contradição talvez reflita meu estado. Logo eu, que não fazia questão de me mostrar forte concebo essa idéia a cada dia. O pensamento é o mesmo daquele menino desapontado, que pouco se importa com os outros. Mas as cobranças e influências mudaram. Ah, e como mudaram. O mundo parece te exigir outra conduta. Porém a realidade é que eu não quero mudar. Como diz uma amiga, “não vou deixar que o mundo faça comigo o que bem entender”.

Essas sensações de agora, por exemplo, são contradições que insistem em me cercar. Quando todos relaxam e dormem é a hora que tenho picos de aflição. Crises de inquietude, devaneios, sonhos improváveis insistem em me perturbar nessas horas. Logo eu, que sempre quis lutar pra me fazer presente, mostrar a quem queria a sua importância, me flagro em silêncio, acuado, sempre que ouço sua voz. Sim, e sua voz permanece comigo o tempo todo, independentemente do esforço que eu faça pra afastar meus sentidos. E a situação piora. Alheio a qualquer conduta, ela piora. Logo eu, que sempre me achei intrépido o suficiente, me vejo mergulhando em um mar de covardia cada vez que encaro teus olhos. É como se eu estivesse no olho do furacão. No meio do confronto. Em alguns momentos chego a apelar pra Fé, enquanto em outros duvido de tudo que não seja extrema e cruelmente real. Sinto como se tudo mudasse, sempre, mas num ciclo vicioso, de modo que o que você vive hoje já tivesse sido vivido há tempos. Mas o conflito interno que me domina, esse sim, é inédito. Nessas proporções, sem dúvida, é inédito.

         Confesso que ainda não aprendi a lidar com toda essa situação, e isso é arrasador. Talvez em outros textos consiga expressar melhor alguns momentos dessa “fase” de forma não conseguida agora. A cabeça pesada, a angústia avassalando o peito e os reflexos físicos disso tudo. Só “lamento” não conseguir optar tão facilmente pelo pragmatismo, racionalismo ou formas de vida nesse viés. “Lamento” muito, pois ele parece ser bem mais sucinto, mais “vazio”, trazendo assim plenitude bem mais rápida e facilmente. Vale lembrar que a droga também faz isso com perfeição, no entanto, não é “sábio” optar por ela como forma de vida. Creio que o essencial que me falte nesse momento é força. Força para seguir em frente, independente do que e de quem ficou pra trás. Força que encontrava antes, de forma hedonista, inclusive. Espero que ela volte a me visitar um dia, seja como, quando e onde for – Ela, leia-se como preferir...

 

 

“Quero das horas escuras cumplicidade em qualquer loucura” (RPM – Sob a luz do Sol)

 

Isso é tudo pessoal!

Postado por Jean Laurindo às 14h56
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Eleições 2006 - 2º turno...

Aproxima-se a hora da verdade na cena política nacional e estadual, no caso, inclusive, dos catarinenses. Com o apoio de antigos desafetos como Fernando Collor de Melo, Paulo Maluf, Esperidião Amin, Jader Barbalho, entre outros, a candidatura do petista Lula desponta nas pesquisas sobre uma chapa que se perdeu na hora exata de se encontrar. O segundo turno, o escândalo do dossiê, as fotos “sensacionais” do dinheiro petista não parecem ter sido usadas da maneira correta pela coligação de Alckmin. Seguindo o “samba de uma nota só”, a acusação – ao menos a nota de antes era mais profunda, “educação”, capaz de transformar algo – Geraldo não consegue se sobressair nos debates e parece se enroscar nas próprias palavras e estatísticas. Todavia, nas urnas teremos o reflexo real da visão popular sobre todo esse contexto. Já na esfera estadual, o suspense parece que será mais longo. Em meio a acusações, documentos, acusações de falsificações de documentos e documentos acusando falsificações, a disputa entre o peemedebista Luiz Henrique da Silveira, dotada de uma coligação gigante e histórica em Santa Catarina, se mantém a frente do progressista Amin, que descamba para promessas a moda antiga, no tempo em que política parecia não ser tão surpreendente assim... O fato, porém, é que está sendo uma grande diversão – ou lástima, depende do ponto de vista – assistir ao horário político estadual. Os marqueteiros parecem fazer de tudo para divertir o povo. É casal de faz de conta, é trocadilho, é charge, analogia, e tudo mais que faça gargalhar qualquer um que desconfie da seriedade política. Seria cômico se não fosse trágico.

 

“Eu presto atenção no que eles dizem mais eles não dizem nada” (Engenheiros do Hawaii – Toda forma de poder)

 

*Este é só um texto de quem, nesse, e apenas nesse momento, já não acredita tanto no poder de mudança da política. Tanto... É esperar pra ver...

 

 

Seguindo (copiando, vai) a linha do Thiago, vou passar aí algumas indicações de álbuns, filmes (por incrível que pareça), livros e afins. Raramente tá, mas já é alguma coisa.

 

Começamos com o que ouço e leio nesse momento.

 

Álbum: Nenhum de Nós – Pequeno Universo

 

Livro: George Orwell - 1984

Postado por Jean Laurindo às 14h53
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“É de noite que tudo faz sentido, no silêncio eu não ouço meus gritos(...)”*

Não são apenas as palavras que me causam frustrações e devaneios. Por mais absurdas que elas me pareçam, que minha humilde avaliação as torne, há algo ainda pior do que as alucinações causadas por alguma concepção que eu não concorde. O silêncio, a ausência de palavras, de esclarecimentos é ainda pior. Mais massacrante do que uma frustração sobre algo dito é a mescla de indignação e ansiedade que o silêncio provoca em determinadas ocasiões. Nesses casos, ele provoca diversas interpretações, inúmeras deduções que resultam em um drama real, embora poucas – raríssimas – pessoas saibam disso. Por mais confiança e sinceridade que as palavras um dia possam lhe demonstrar, é o silêncio aterrador de um sorriso ou de um olhar não correspondido que lhe fará cair em si e enxergar a realidade. Por mais cruel que ela seja, tenha certeza que não serão as palavras que lhe mostrarão essa crueldade. Será o silêncio de um choro, de uma despedida ou a ausência de sons e de qualquer palavra no meio da noite – a mesma calmaria que me rodeia nesse momento – que irá lhe revelar o real quadro que você atravessa. Não pretendo tornar essas palavras reflexões de um sentimentalismo indevido, mas isso às vezes ocorre natural e inevitavelmente.

É fato que ao longo de sua vida muitos passam por você. De certa forma, marcam sua história. Alguns deixam marcas maiores, outros nem tanto. Mas que ninguém ouse questionar que este ou aquele indivíduo não deveria ter atravessado sua trajetória. Porém boa parte das vezes – e no meu caso, especialmente – quem realmente lhe conhece são artefatos muito mais reais do que qualquer sentimento. As paredes do seu quarto, o travesseiro e a tela do computador, por exemplo, desempenham uma compreensão muito maior ao longo do seu martírio, quer dizer, vida. Por que no final são sempre vocês. Vocês sempre terminam sós, incompreendidos, melancólicos e lamentando um ao outro. Sim, um ao outro, por que até hoje os melhores conselhos que recebi foram dados por meu travesseiro. Este sim presenciou cada metamorfose atravessada por mim e conheceu cada desilusão minha. Querendo ou não, é a ele – e somente a ele – que você deve dar atenção e dedicação. Este sim não te abandona, frustra ou decepciona. Pode parecer cético, pessimista ou materialista, mas é a grande realidade que passa em minha cabeça nesse momento.

Não falo aqui da pessoa “X” ou do caso “Y”, mas sim da vida em geral. Esta sim poderia ser definida como uma constante decepção. Uma demissão de um emprego; uma nota baixa no colégio; o “não” da garota mais bela; uma traição de um amigo; as crises existenciais; a saudade incessante; uma melancolia estigmatizada no seu âmago; ou então quem sabe, tudo isso junto. Acoplado a necessidade de sorrir o tempo todo, de parecer simpático a todos e imune a todas essas adversidades. E muitos ainda dizem que uma pessoa “normal” não possui motivos para não lamentar, ou então usam do velho chavão de que “poderia ser pior”. Talvez. Mas isso não torna sua história fácil ou agradável, torna?

Vou parar por aqui, senão me prolongarei demais em questões que nem mesmo eu compreendo em determinados momentos. Meu propósito foi, de fato, levantar duas questões. A da fidelidade única e exclusiva de “coisas” não-humanas e, consequentemente, não dotadas de sentimentos e avaliações e a do poder do silêncio. Quero ressaltar que isso é apenas fruto de (mais) um devaneio noturno, não propõe possuir ou não razão, mas sim retratar pensamentos insanos que as vezes me dominam e que nem sempre consigo definir. Só pra finalizar, a cada segundo me admiro com a plenitude de trinta segundos de silêncio diante de horas e mais horas de VIDA.

 

“Toda noite de insônia eu penso em te escrever, pra dizer que teu silêncio me agride(...)" Engenheiros do Hawaii (de novo) - Perfeita Simetria

 

* Legião Urbana – Esperando por mim

 

Em tempo: Em relação ao último post, uma "pequena" correção. LHS, definitivamente, não está se esquivando. Resolveu se rebaixar as críticas sim. Medo? Precaução? Não sei. Provavelmente eu tenha tirado uma conclusão precipitada, por que o segundo turno no estado pelo visto será em tom de acusação atrás de acusação. Não que eu esteja dando alguma importância à isso agora, mas vale a pena corrigir. LHS parece realmente ter decidido "jogar uma caixa de ferramentas na cabeça" de Amin.

 

["Estou acordado e todos dormem, todos dormem, todos dormem..." - Legião Urbana - Monte Castelo]

 

Até (nunca) mais!(?)  

Postado por JeaN às 23h01
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A volta dos que não foram!

Recomeçou hoje o horário eleitoral gratuito no rádio e na tevê. Sem alguns “shows” que a disputa para a Assembléia e a Câmara propiciava – vide Roberto Salum, Catiele, entre outros – a tônica das propagandas segue a mesma. No cenário estadual, Amin segue criticando mais do que nunca. Luiz Henrique da Silveira, se esquivando como sempre. Quem vê assim, nem é com ele. Destaque para o “frentão”, que está cada vez mais repleto de siglas e ideologias. Até agora são: PMDB/PSDB/PFL/PDT/PSB/PTB/PTC/PHS/PRTB/PPS/PHS/PAN/PTdoB/PTN. Invejável, não?

Na esfera federal, Alckmin segue a mesma linha de Amin, porém bem mais enfática e menos vinculada com o respeito, o compromisso. A grande mudança parece ter ocorrido mesmo com Lula, mais empenhado em “vir pro pau”, disposto a rebater críticas e até fazer algumas a seu oponente. Basta esperar o desenrolar das campanhas para vermos qual linha o povo vai preferir, e qual será a mais intragável...

 

 

O medo não é como a coragem...

 

O presidente norte-americano George W. Bush anunciou ontem que a grande solução para o dilema entre EUA, ONU e Coréia do Norte é a diplomacia. Quem te viu quem te vê... Seria pela forte resistência oferecida pelo governo norte-coreano, que apesar dos problemas sociais graves enfrentados pelo país, é uma potência no quesito ditatorial? Seria por que a Coréia mostrou ser diferente dos outros países tidos no “eixo do mal” pelos americanos, que não se rendem após a primeira ameaça, afinal, mantiveram seu programa nuclear? Ou seria por que os orientais não possuem o petróleo tão desejado pelos EUA e tão freqüentes no Oriente Médio? Fato é que a reação americana não foi a mesma de outrora, esse discurso de diplomacia cheira à um certo temor americano, e é muito bom ver Bush acuado dessa forma...

 

 

O mundo dá voltas...

 

Estava esses dias navegando pelo orkut, quando me deparei com uma comunidade denominada “Fora Lula 2006”, cuja foto escolhida era a do excelentíssimo presidente sendo fichado pelo DOPS – Departamento da Ordem Política e Social – na década de ’80. Foto tipo de cinema, com direito a plaquinha numerada e tudo. Eis que comecei a me pirar em uma questão. Como um homem que foi preso acusado de causar perigo ao governo brasileiro – pode-se questionar a época do militarismo, mas não é essa questão que quero levantar – mais tarde chega a ser Presidente da República? Não quero confrontar ideologias, somente ressaltar que não há como, senão através de muito esforço. Como esse mundo dá voltas. Hoje, apesar de massacrado pela opinião pública, ele é espelho pra muita gente. Gente que vem de baixo e enxerga a possibilidade de ascensão. Vou além. Na época de perseguição e militar e prisão, qual será que era a imagem que as pessoas de um modo geral tinham dele? Penso que não era muito positiva. E hoje? Os críticos tiveram de se calar. Isso só reforça mais a tese de que por mais adversa que seja a situação hoje, nada impede de amanhã tudo ser ao contrário. No entanto, o apoio nessas horas é fundamental. E aí pergunto. Ocorrido posteriormente o sucesso, todos os argumentos e todos os críticos resolvem mudar de lado e lhe aplaudir? Eu mesmo respondo. Aí não é mais preciso.

 

 

“Se te disseram que o ataque é a pior defesa(...); Ouça o que eu digo: Não ouça ninguém.” – Engenheiros do Hawaii – Ouça o que eu digo, não ouça ninguém.

 

 

Nota: Prometo levar mais a sério esse blog e também descobrir novidades de efeitos e afins.

Postado por JeaN às 17h59
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tô mal, mas não te preocupa:*

(Esse texto é um e-mail da Pamyle para mim que eu achei descrever absolutamente bem o atual momento que paso. É claro que há momentos que não se encaixam - vide TPM - mas prefiro levar isso pelo lado metafórico e realmente admirar. Por isso decidi postar isso aqui, com a autorização da autora, é claro. Desculpem pelas palavras de baixo calão, essa, no início, era uma comunicação interna, sem essas preocupações. Mas vou falar pra ela. hehehe! Obrigado à Pamy pela 'liberação' e ate mais. Ahj, a partir de agora os comentários responderei aqui mesmo - se u aprender como - pra não ficar enchendo o blog dos outros à toa.)

tô mal, mas não te preocupa:*

Olha, as coisas sinceramente estão uma grande MERDA, não sei se isso é simplesmente uma fase de MERDA ou as coisas estão andando de mal a pior. Sempre tem alguma coisa que acaba piorando a situação. É um emprego que não aparece. É um trabalho da facul que não anda. É a saudade de algum amigo. É a carência de outro. É a grande ISAURA - (...). Eu realmente culpo a TPM por tudo isso e mais um pouco.
 
Mas existem momentos que ela a MERDA da TPM não é a  grande culpada, parece que sou eu realmente que não consigo fazer nada, que não anda. Que simplesmente não sei se posso seguir em frente, fazer tudo que eu sempre quis. Que vai ter pedras demais no caminho. Que tudo fica cada dia mais dificil e que eu nunca vou chegar lá.
 
Daí tem vezes que eu penso que tudo vai dar certo, que essas merdas que acontecem com as pessoas no meio do caminho, apenas servem para fortalece-las e para que as mesmas valorizem o que alcançarem no futuro. Mas será que isso realmente é possível? Talvez eu sonhe que ainda possa mudar o mundo, mas a primeira mudança já está acontecendo dentro de mim mesma. As coisas já não são como foram um dia. Quer saber? Talvez nunca voltem a ser. Queria poder ter 7 anos e não querer nada mais do que uma boneca no Natal e ir pra praia tomar banho de mar, encontrar menininhas de fora e virar "amiga" delas. É, naquela época as menininhas ainda eram minhas amigas por que gostavam de mim ou simplesmente por que a minha bóia de hipopótamo era "legal".
 
Hoje e amanhã, não sei se encontrarei mais amigas dispostas a dividirem o "hipopótamo" comigo.
Ser adulto hoje em dia é uma merda. Aliás, acredito que sempre foi. Viver hoje não é pior que ontem e nem sei se será melhor que amanhã, às vezes eu penso em desistir de tudo. Mas não sou fraca o suficiente nem pra desistir e nem forte o suficiente para continuar.
Talvez tenha medo de seguir um caminho que não (saiba) pra onde vai dar. Mas também não quero ficar parada. Esperando por uma resposta que sei que não vai chegar.
 
Viver simplesmente é seguir a vida que você pensou que fosse melhor. Se decepcionou? É, eis a realidade de todo ser humano. Se tá piorando é sinal de que nossas vidas ainda não acabaram. Quem sabe um dia melhore. Quem sabe um dia piore. A real certeza que temos é que nunca saberemos o dia de amanhã, mas sabemos o de ontem e o de hoje ainda nem terminou
Viver é complicado pra quem ainda não aprendeu a verdadeira essência de simplesmente VIVER.
Viver intensamente. Viver honestamente. Viver é somente viver. Viver pra quê?
 
Momentos de reflexão são sempre necessários, mas e quando esses momentos se tornam frequentes? Será que existe uma solução? Refletir é legal, mas sempre e em tudo? Complicado. Mas afinal, quem disse que a vida é simples?
 
É as vezes acho que escrevo demais, um dia me perguntaram. _Pq vc não faz jornalismo?
Gostei da idéia. Se vai dar certo. Simplesmente não sei.
 
(Só isso. Ou melhor, tudo isso. Mais nada.[by Horácio Braumm]).

Postado por JeaN às 21h54
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