MEDO; FEAR; MIEDO; TIMORE...

me.do, s.m., falta de coragem, receio, pavor, temor.

 

Medo. Já pararam pra pensar no sentido dessa palavra? Mais do que isso. Já pararam pra pensar nas conseqüências que ela traz à vida de todos nós? Medo, receio, temor, chamem como quiser. São derivações de um mesmo sentimento que aniquila milhares de experiências, sejam elas boas ou ruins.

 

Você abdica de um namoro com medo de perder a liberdade que possui. Mais tarde, abdica dessa mesma liberdade, desejando incessantemente namorar, com medo da solidão. (Em alguns casos, você encontra alguém que lhe dá força e equilíbrio, sabedoria de destempero, e o medo não atrapalha tanto nesse aspecto, mas não quero entrar nessa hipótese). Você não escolhe a profissão dos seus sonhos com medo de tudo dar errado. Escolhe o caminho teoricamente mais fácil, sem pensar que nesse caminho tudo também pode dar errado, e corre o gigantesco risco de tornar-se um profissional frustrado. Não muda de vida com medo das reações das pessoas ligadas a você. Com medo de fugir à responsabilidade. Não falta o trabalho e atura desaforos do chefe com medo das represálias.  Passam-se anos, vidas, e o medo impede milhares de destinos de se concretizarem. Não falo aqui daquele medo de encarar um parque de diversões, ser assaltado, tropeçar na formatura, ou essas coisas cotidianas – que também espelham decisões importantes –, mas sim do medo que sufoca as mudanças. As mudanças, que tão essenciais são em tudo, são abafadas e até substituídas por um medo constante que não leva a lugar algum. Podem alegar que é difícil conviver com as mudanças, e eu, não tenha dúvida, tenho convicção disso. Mas, e com o medo? É fácil conviver com o medo? Talvez, mais cômodo, porém não mais fácil. Aliás, independentemente do lugar que se deseja chegar, comodidade também não leva a lugar algum.

 

Podemos trazer isso para uma linha mais pragmática, podendo tomar como exemplo a cena política do país, uma vez que estamos há uma semana das eleições presidenciais. Eleições estas, que são recentes na história de nossa república. Para se ter uma idéia, eleições diretas, iguais a esta, será a sexta. Pois bem. O medo, medo da mudança, faz a maioria da população optar pelo atual quadro. Independente das ideologias há de se ressaltar que tanto a extrema direita, como a extrema esquerda, não estão tendo forte apoio popular, mesmo estando maquiadas por marqueteiros. A população desenvolve quase que hereditariamente um medo dos comunistas, sendo que é a classe que mais pensa no trabalhador, no pobre, no cidadão comum que é maioria em qualquer lugar do mundo. Mais uma vez, o medo não permite mudanças. Tacham os nacionalistas de direita de fascistas, impedindo mais uma vez uma política de mudança. E assim, com essa sucessão de receios, passam gerações e o quadro sócio-econômico permanece como está. Assim ocorre na trajetória de milhões de pessoas, que passam sua vida temerosos com as mudanças, e vêem seu destino indo pelo ralo, empurrado pelo marasmo e pelo conformismo.

 

Se pudesse fazer um pedido a qualquer ser que controla esse universo – independente de religiões, há de existir alguém mais poderoso do que os milionários – seria esse: Que ele não permitisse que o medo impedisse as mudanças no meu destino. Mas não basta esperar. A força e a coragem estão, também, dentro de nós. Coragem para mudar, coragem para dizer "Eu te amo!", coragem para lutar, para fazer por merecer o sucesso de todas as mudanças e oportunidades que possam vir a existir. E é essa coragem é que eu quero ter, sempre, pra não perder a hora certa, a palavra certa, por receio. Por que, ainda pior que o receio, é o remorso...

 

"E o teu medo de ter medo de ter medo, não faz da minha força confusão" (Legião Urbana – Daniel na cova dos leões).

 

A vocês, até mais.

Postado por JeaN às 14h34
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E aí vem Chávez, Chávez, Chávez...

O Presidente venezuelano Hugo Chávez, em discurso na Assembléia Geral da ONU, relacionou o Presidente dos EUA a satã, comparando-o por causa das atitudes ambiciosas do líder norte-americano. "O diabo está em casa, ontem o diabo veio aqui" disse Chávez, em referência ao discurso de George W. Bush um dia antes na Assembléia Geral. Chávez disse ainda que a grande ameaça mundial é a estratégia imperialista dos Estados Unidos. Certo. Enfim um líder político que encara o poderio norte-americano. Mas só quero ressaltar um ponto. Em uma conversa com um colega chegamos à um pensamento. Imaginemos um movimento em pról da "libertação" da América do Sul, encabeçado por líderes como Hugo Chavez, Evo Morales e Heloísa Helena... Seria uma bela "Tríplice Entente"...

 

 

Você sabia?

 

Você sabia que das 891 ambulâncias comercializadas pela Planam (empresa envolvida na máfia dos sanguessugas), 681 tiveram suas verbas liberadas até 2002, sob a administração de José Serra enquanto ministro da saúde, e na gestão de FHC? Esses números correspondem à 70% do total. Você sabia que doações dos chefes da Planam à empresas teoricamente ligadas a parlamentares da situação chegam a mais de R$600.000,00? Isso contradiz o interesse da oposição em atribuír a culpa do escândalo a cúpula do PT, uma vez que a maior parte das falcatruas ocorreram na administração tucana.

 

PS: Não sou Petista, Lulista, etc. Apenas expus dados que os grandes veículos de comunicação preferem ocultar e/ou não apurar.

 

Até (nunca?) mais... =)

Postado por JeaN às 00h46
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Mas que belo feriado filosófico! o.Ô

Nesse eterno feriado imenso que parecia não passar, dediquei algumas horas do meu tempo para ler um trecho de um livro sobre Platão (siiim Platão), trecho este que fazia alusão ao "Amor platônico", cujo nome é referência ao próprio. Eis que me deparei com alguns dos argumentos de Platão sobre o mais nobre dos sentimentos, e, mais uma vez, refleti sobre sua visão. Sua principal idéia sobre o Amor era que esse sentimento não era algo para ser vivenciado, dividido com alguém ou com qualquer conotação sexual, e sim imaginado, pensado, espiritualmente vivenciado/desejado, enfim, vivido no seu mais íntimo ser. Ele chega a definir indiretamente o Amor como “o anseio por qualquer coisa que não se tem e se deseja ter”. Certo. Alguns dirão: “Pra mim isso não faz sentido”. Talvez. Mas fato é que durante um belo tempo tive a absoluta convicção de Platão. Hoje já não sei. Será mesmo que o sentimento que moveu a humanidade desde os primórdios é algo praticamente inexistente no cotidiano real?! Seria justo vir ao mundo com a certeza de que nem a mais suprema emoção seria compartilhado/vivenciado com alguém?! Confesso que esse texto só contém os questionamentos. Esse feriadão de reflexões platônicas não foi suficiente para me iluminar nessa questão. Porém, tenho motivos mais que suficientes para acreditar que tudo isso é, no mínimo, muito relativo. E que, todavia, esse relativismo muitas vezes explica mais do que qualquer texto noturno.

 

[Esse é o tema que menos gostaria para iniciar o blog, mas foi involuntário. Declaro que não se repetirá tão frequentemente (espero {ou não!}).]

 

“Toda força que vejo em você, tem sido vital pra mim” – CB Jr.

Postado por JeaN às 22h21
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Ingressando na era digital!

Olá senhores e senhoras. Este é apenas um texto inicial do blog, uma espécie de comunicado. Muitas foram as vezes que me inspirei em fazer isso aqui, mas sempre parava pelo caminho e pela burocracia. Desta vez não (:D). Resolvi ir até o fim e este é o resultado. Usarei este blog para, entre outros, exercitar o oxercício (óóó) da escrita e dissertar minhas humildes opiniões sobre determinados assuntos. Será algo mais voltado para atualidades do que para sentimentos e afins, o que não os exclui. Para não tomar mais tempo, fico por aqui. Mesmo porque não tive idéia sobre o que escrever nesse primeiro texto, então resolvi apenas fazer um "informe".

A vocês, até mais...

Postado por JeaN às 21h28
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